PICO TONEO [corredor norte]

O Pico Toneo é um dos cimos que ladeia o Puerto de San Isidro. Este pico serve de divisória entre a estação de San Isidro e a de Fuentes de Inverno na fronteira entre Castilla-Leon e as Astúrias. Desde de 2007, ano da abertura de Fuente de Inverno, a vertente por onde segue esta via deixou de ser um local tão sossegado como era. No entanto continua a oferecer uma interessante e acessível subida. Os corredores desta face são bem visíveis da estrada que sobe desde a vertente das Astúrias (Oviedo).

A TRACEJADO VERDE O CANAL NO

Acesso

Depois de estacionarmos o carro em la Raya, um pouco antes do Puerto de San Isidro, saímos pelo lado esquerdo das casas até encontrarmos uma pista de esqui. Seguimos por ela até umas zonas atravessadas por uma franja de rocha. Ter em atenção que estamos numa pista de esqui onde andar nas pistas é proibido pelo que devemos seguir bem na sua lateral de forma a não termos problemas com os esquiadores.

Ao alcançarmos a zona de rocha subimos pela sua esquerda até ao seu cimo e logo a seguir atingir o circo abaixo da face nordeste do Toneo. Contornamos as cadeiras da estação em sentido ascendente pela esquerda para começar a entrar na base do canal.

A via

Este percurso é similar à Via Nordeste que percorre a outra face muito próximo desta, tornando-se uma opção de subida ao Toneo. Tal como a via NO a necessidade de corda e de colocação de seguranças intermédias depende muito da experiência dos praticantes e das condições da via. No entanto devemos ter em conta que antecipar é sempre melhor do que tentar resolver a situação…

A inclinação média é de 40º podendo atingir os 50º na saída. Em alturas mais seca pode ficar sem neve antes da via NO, e quando existe grande carga de neve estes corredores são completamente desaconselháveis por serem muito susceptíveis de ocorrerem avalanches (completamente justificadas pela sua favorável inclinação).

Descida

Do cume, ou da saída da direita se optarmos por não ir ao cume, continuamos a descer até ao Collado do Toneo tendo em atenção para seguir a divisão entre as duas estações e não seguir a tendência de descer para San Isidro.

Deste colo seguimos agora para norte em direcção à estação de Fuentes de Inverno. Ao alcançarmos as pistas só temos que descer até estacionamento.

Dormir

Existem muitos alojamentos à volta da estação de S.Isidro. Um que sugiro, apesar da distância, é o Albergue de Bustiello. Barato para a média permite tomar as refeições a preços acessíveis ou jantar na zona envolvente.

Previsões do tempo


Croqui GPS

 

PICO ESPIGUETE [corredor oeste]

A face oeste do Espiguete é a mais distante e solitária desta montanha, mas por outro lado a mais imponente como montanha. Com alguns percursos que merecem ser visitados esta vertente é esquecida face à proximidade da interessante face norte e das suas numerosas vias.

Esta foi a última face do Espiguete que percorri e que fez com que já tenha realizado este pico por todas as suas faces, coisa que não é fácil em todas as montanhas…

PICOS HUERTOS DEL DIABLO [travessia]

Estes picos situam-se muito próximo do maciço de Peña Ubiña ficando completamente esquecidos face à procura que a Ubiña tem.

Por um lado isso é óptimo pois possivelmente encontraremos as montanhas só para nós. Este percurso é interessante para se fazer em dias incertos face à sua proximidade e possibilidades de antecipar a descida. É pouco aconselhável caso esteja muito vento pois está situado na fronteira entre as Astúrias e Leon, e bastante exposto aos ventos entre as duas vertentes. Por alguma coisa este colo se chama Perto Ventana…

PICO POLINOSA [corredor greimuhel]

A via Greimuhel sobe por um marcado corredor da face nordeste do Pico Polinosa.

É uma evidente linha, com subidas anteriores, mas que foi rebaptizada em 07/Abril/2017 por Anselmo Vidal e Javi, em memória a elementos do GREIM que faleceram durante um salvamento.

O seu acesso, à semelhança da Integral de Mampodre ou do Canal Central de Polinosa, é feito através do Arroyo de Valverde, saindo da povoação de Mampodre.

ESPIGUETE [corredor do circo nordeste]

Trata-se de um corredor que, apesar de acessível e solitário, é sinuoso e onde o sentido de orientação na parede é necessário. O corredor liga partes mais fáceis com pendentes mais verticais, até aos 50º, que contornam zonas de rocha.

É uma forma de subir ao Espiguete fugindo da concorrida via do corredor NE ou a mais fácil via norte.