TORRE FRIERO – Picos Europa [corredor norte invernal]

O corredor norte da Torre Friero é o maior corredor dos Picos da Europa sendo uma das melhores e mais longas escaladas invernais do maciço central.
A aproximação à sua base inicia-se na povoação de Cordinanes, perto de Posada de Valdeon e de Cain. Se estivermos no final da época ou num ano relativamente seco poderá ser feita quase até à base de sapatilhas. O caminho a percorrer é bastante agradável passando por uma característica zona escavada na rocha que tornou possível esta passagem. Daqui sobe-se o Canal de Asotin até atingir a Vega do mesmo nome. É aconselhável dormir aqui a noite de forma a madrugar na entrada do corredor. A pesar das

BREITHORN – CASTOR – ALPES SUIÇOS/ITALIANOS [travessia e subida vias normais]

A conjugação de subida a estes dois cumes tinha como base um projecto bem maior a colaborar com a “Espaços Naturais”. Por força das condições meteorológicas este não foi possível mas fica aqui a descrição para a subida a estas montanhas pelas suas vias normais.
A actividade proposta permite encarar a subida sem ter feito uma prévia aclimatização (dentro dos limites de adaptação de cada pessoa) mas também é uma travessia pelo que também torna a actividade mais exigente. As dormidas podem ser feitas nos refúgios poupando desta forma o esforço de ter levar o material necessário para acampar e a alimentação para a

CURAVACAS [corredor sul]

É uma das vias clássicas na montanha Palentina. Aberta nos anos 60 é de uma dificuldade média. Com um excelente acesso desde Vidrieros, de onde podemos admirá-la quase na totalidade, é por vezes subestimada. Como é habitual na montanha só no fim da a descida é que acaba a actividade e este caso é um excelente exemplo. Ter atenção se a montanha está muito carregada de neve já que a face sul, em que podemos incluir a descida, fica exposta ao sol aumentando a possibilidade das avalanches. Convém começar a via cedo de

PEÑA UBIÑA [norte clássica]

Trata-se de via mais percorrida da face norte, e uma das mais procuradas da Peña Ubiña. As suas maiores dificuldades concentram-se nos primeiros 3/4 lances sendo no entanto bastante continua até ao final. É nos lances iniciais que encontramos o passo chave da via localizado num pequeno corredor diagonal onde é difícil proteger na rocha. Aqui pode útil uns pitões de gelo, se as condições os permitirem, ou umas estacas de neve.

PICO MURCIA [norte directa]

Este cume situa-se no parque natural da montanha palentina, perto da cidade de Guardo. No inverno de 2013 fiz uma actividade com um grupo cujo objectivo era a sua face norte por uma via já existente mas a intensa chuva de sábado, e que nos acompanhou durante a viagem desde Portugal, fez os seus estragos. As várias avalanches que percorreram a entrada da via norte fizeram que optássemos por uma linha mais protegida e segura. Pelo que consegui apurar com escaladores espanhóis habituais desta zona terá sido uma abertura. No domingo saímos de Campooredondo de Alba em direcção a Cardaño de Arriba. O dia ainda estava com bastantes nuvens e muito vento mas parecia quer aguentar. Subimos o vale de Valcabe e a partir da segunda ponte passamos a ter neve continuamente.