NEDIA [Via Narizes]

Esta parede deverá ser a maior parede de Portugal. Apesar de não ser contínua, tem uma plataforma a meio que liga as duas zonas da parede, os seus cerca de 500 metros de comprimento, a aproximação não muito fácil, e especialmente a sua longa descida, fazem com que seja uma escalada algo comprometida.

Talvez a pior parte da escalada desta parede seja precisamente a aproximação. A saída é da aldeia de Tibo. Desce até ao rio e depois de passar o rio temos que ir subindo em direcção à parede tentado fazer a pelas zonas com menos mato possível. A pior zona é próximo da parede onde as árvores e o mato mais alto não deixa ver o local exacto para onde queremos ir.

SERRA ARGA [Zona de escalada Penice]

Esta zona de escalada situa-se no concelho de Caminha, a poucos quilómetros a sul da fronteira com Espanha. As primeiras vias de escalada registadas são dos finais dos anos 90, tendo sido bastante divulgada, por parte do Clube Celtas do Minho, após terem equipado os sectores Esfola e Escola no ano 2000.

Picos da Europa [Agulha de Bustamante – Via normal]

A agulha de Bustamante foi a primeira via que escalei no Picos da Europa, durante a primeira vez que viajei até lá no longínquo ano de 1989. O meu cordada era o David Moutinho e estávamos no inicio de quinze dias de escalada. Tal como na altura acho que é uma boa via para ver como é a escalada nos picos: aérea, vertical e quase sempre com uma vista óptima.

A agulha situa-se na grande muralha que vai entre a Torre dos Horcados Rojos e os Picos de Sta. Ana.

Picos da Europa [naranjo de bulnes – via cepeda]

A via Cepeda é de certeza a via de escalada mais clássica da face este. Os três primeiros lances (max.IV) são comuns com a via Schulze até alcançar o cimo do enorme bloco de rocha em forma a de Y. Daqui seguimos pelos que poderão ser os lances mais bonitos da via. Depois de passar por uma zona de placa e encontramos um diedro sobre a esquerda no cimo dos quais encontramos uma grande terraça (dois lances max. V). Seguimos com tendência para esquerda sobre outra terraça. No cimo da segunda encontramos um nicho e, seguindo uns diedros, subimos até encontrar um sub-prumo que parece bloquear a continuação (três lances max. IV).

NARANJO DE BULNES [Via Victor]

Esta foi a primeira via aberta na face sul do Picu tendo sido realizada pelo guia Victor Martinez. Não se conhece a data exacta da primeira ascensão mas sabe-se que ele subiu pela primeira vez com um cliente em 18 Agosto de 1924.

Tal como muitos escaladores, foi através desta via que subi pela primeira vez ao Naranjo. É uma via acessível mas como parte das suas reuniões coincide com os rappeis de descida, é uma via algo exposta à queda de pedras, soltas pelas pessoas que descem pelo anfiteatro e pelo recuperar das cordas.