CURAVACAS [corredor sul]

24 Agosto, 2017 at 23:15

É uma das vias clássicas na montanha Palentina. Aberta nos anos 60 é de uma dificuldade média. Com um excelente acesso desde Vidrieros, de onde podemos admirá-la quase na totalidade, é por vezes subestimada. Como é habitual na montanha só no fim da a descida é que acaba a actividade e este caso é um excelente exemplo. Ter atenção se a montanha está muito carregada de neve já que a face sul, em que podemos incluir a descida, fica exposta ao sol aumentando a possibilidade das avalanches. Convém começar a via cedo de forma a aproveitar a sombra que o esporão sul faz sobre ela e a garantir boas condições para a descida. Em especial na sua parte superior. Para a segurança na via o melhor é levar estacas ou ancoras de neve. Dadas as características da rocha não é fácil colocar seguranças. No que se refere a pitões de gelo poderão ser úteis na travessia para o cume através da face norte mas dada a orientação sul, que não favorece a formação de gelo, quase de certeza que não serão necessários no corredor.

Desde Vidrieros seguimos um caminho que sai da sua parte superior e que segue para este. Depois de o seguir por uns minutos, passamos um rio com uma ponte para logo a seguir a ele seguir por outro que sai à direita. Aqui inicia verdadeiramente a subida. Com a vista da via seguimos por uma serie de prados e bosques, passamos os prados de Cabriles, e seguimos em direcção à base do esporão sul subindo por umas inclinadas ladeiras para atingir a base do corredor. Aqui será o melhor local para nos equipar. Dependendo das condições poderá ser possível subir mais sem encordar. Até aqui serão entre hora e meia a duas horas.
Os primeiros metros não são muito inclinados. A seguir aumenta um pouco, andando pelos 45º em especial se há pouca neve, e baixa novamente para uns 35º. Conforme vai estreitando a inclinação volta a subir atingindo o seu máximo na parte final onde pode chegar aos 50-60º.

Ao atingir o colo o cimo está a cerca de 50 metros à direita. Para esta parte a solução mais fácil é seguir uma travessia pelo lado norte. Apesar de fácil a passagem é muito exposta e a queda é mortal. A outra solução é uma diedro/chaminé mesmo por cima da saída do corredor (dificuldade de IVº). Em ambos os casos saímos próximo do marco do cimo.

Para descer seguimos a aresta em direcção a zona inclinada de Las Llanas. Depois de a passar giramos à direita quando começa descer. Continuamos a descer até atingir o inicio empinado do Callejo Grande que destrepamos. Esta zona é perigosa se não conhecemos e está coberta com nevoeiro. Também é uma zona propicia a avalanches quando existe muita neve. Conforme vamos descendo o Callejo Grande vai perdendo a inclinação até à sua base, onde voltamos a encontrar o caminho de subida. Do cume até atingir novamente Vidrieros demoraremos cerca de duas horas.


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