Montanha Leve

 

 

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Alpes Suiça/Italia

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BREITHORN - CASTOR - ALPES SUIÇOS/ITALIANOS

[travessia e subida vias normais]

A conjugação de subida a estes dois cumes tinha como base um projecto bem maior a trabalhar com a "Espaços Naturais". Por força das condições meteorológicas este não foi possível mas fica aqui a descrição para a subida a estas montanhas pelas suas vias normais.
A actividade proposta permite encarar a subida sem ter feito uma prévia aclimatização (dentro dos limites de adaptação de cada pessoa) mas também é uma travessia pelo que também torna a actividade mais exigente. As dormidas podem ser feitas nos refúgios poupando desta forma o esforço de ter levar o material necessário para acampar e a alimentação para a noite. Para garantir a dormida nos mesmos é melhor fazer a marcação com algumas semanas de antecedência.
AlpesJun2011_24
No primeiro dia saímos de Zermatt de teleférico em direcção à estação superior de Trockener Steg. Será daqui que começamos a andar subindo por entre as pistas de ski em direcção ao refugio Guida del Cervinia. Apesar de ter pistas não devemos esquecer que estamos a subir um glaciar pelo que é de todo aconselhável a fazê-lo encordado se já estivermos adiantados na época. A subida é curta (entre os 2939 m. e os 3480 m.) permitindo-nos ir devagar e chegar cedo ao refúgio. Desta forma teremos bastante tempo de descanso.No dia seguinte continuamos a subir o glaciar para estação de teleférico de Klein Matterhorn. Ao chegarmos à zona mais plana rodaremos à direita de forma a atravessarmos o Breithornpass que nos separa da base do Breithorn. Este pico é considerado o cume de 4000 metros mais fácil e acessível dos Alpes em grande parte devido à curta aproximação desde o teleférico. Mas tal como é referido no guia desta zona "fácil para alpinistas experimentados e não para montanheiros experimentados". A subida é simples e evidente mas teremos que contar com algumas crevasses mais ou menos ocultas e uma pendente onde é necessário algum cuidado, em especial na descida.
 


Por ser um cume muito visitado também teremos que contar com muitas cordadas a cruzar connosco. A opção proposta evita este inconveniente já que saíndo bem cedo do refúgio quase que conseguimos chegar ao cimo quando as primeiras cordadas estão a sair do teleférico.
Depois de descermos continuamos pelo glaciar seguindo a base das paredes à nossa esquerda até ao Glaciar Di Vera, onde descemos algumas dezenas de metros. Atravessamos por o glaciar, passamos por baixo do refugio-bivaque Rossi-Volante, da base do Pollux, até ao Zwillingsjoch. Aqui há que ter em atenção o local de inicio da descida já que há uma tendência para a iniciar viragem à direita cedo do que o devido e acabamos por cima dos seracs e sem possibilidade de continuar. O melhor é continuar um pouco mais acima para passar bem próximo da aresta SE do Pollux. Neste local iniciamos a descida para o refúgio de Refugio Guide della Val d'Ayas onde chegamos depois de descer uma curiosa aresta de rocha até ao promontório de rocha onde ele se encontra.
No dia seguinte voltamos a subir do refúgio até ao Zwillingsjoch para alcançar a base do Castor. Esta face aparenta ser um bastante mais empinada do que na realidade é. No entanto, existem duas rimaias que poderão dar mais trabalho na sua passagem. Especialmente a segunda que dá acesso à aresta que poderá ter uma cornija e é a mais vertical. Depois de estarmos na aresta temos à nossa frente o cume e já vemos a bonita aresta de descida.
A aresta à algo aérea no seu início mas tem largura suficiente para ser confortável. Esta largura vai ficando mais estreita com o avançar da época. Por ser bastante alta e ter poucos cumes à sua volta é exposta aos ventos. Conforme vamos descendo a aresta alarga até chegar ao planalto de Felikhorn. Aqui rodamos à direita para descer o largo glaciar Felik . De inicio a descida é algo vertical e com possibilidade de queda dos seracs à nossa direita mas depois transforma-se numa relaxante descida até ao Refugio Quintino Sella. Este é o maior de todos os refúgios desta travessia mas também o mais frequentado. Todos os refúgios desta travessia são italianos e os guardas são sempre muito prestáveis.
Depois de passarmos aqui a noite descemos para o Vale de Ayas. O inicio do caminho de descida é muito bonito e aéreo já que segue um esporão de rocha e está equipado com corda fixa. No final deste o caminho contínua, agora mais plano, até ao Colle Bettaforca.
Ao chegar a este colo a melhor opção é chamar um táxi todo-o-terreno que nos leve daqui até a ou Stafal e a seguir a Gressoney la Trinitè . Podemos fazer a descida a pé para ambos os lados sendo a mais curta para Stafal.
Apesar de termos optado por subir por Zermatt penso que será mais fácil e barato se o fizermos tudo desde Breuil-Cervinia em Itália. O único senão é que a subida do primeiro dia não se faz a pé mas através de teleférico o que pode influenciar na aclimatação. No entanto podemos subir cedo e realizar um passeio em volta do refúgio de forma a favorecer a adaptação. Desta forma ficamos com a base do lado italiano e não necessitamos de dar a volta por França. Se optarmos por esta hipótese poderemos ficar em algum alojamento do vale de Aosta.

 

 

 

 

 

 

FOTOS DO PERCURSO

PERCURSO NO MAPA

MAPA EM 3D

PERFIL DE ALTITUDES

FICHEIROS GPS

TEXTO EM PDF

 

 

Horário

minimo 3 dias para a travessia descrita

Extensão

31 km

Desnivel Acumulado

Positivo - 2970 mts

Negativo - 3170 mts

Carta

existem varios mapas. convem escolher um que abranja Suiça e Italia

Dificuldade

Breithorn - F

Castor - PD