Montanha Leve

 

S.MACÁRIO

[Póvoa Leiras-Covelo Paivô-Covas Monte-Drave-Póvoa Leiras]

 

Conheci este percurso por intermédio do Pedro Guedes, da Espaços Naturais, durante uma actividade de preparação para os Alpes onde foi como monitor.
O percurso é muito duro se realizado num único dia, como nós o fizemos (no nosso caso foi mais numa única noite). Os desníveis são vários e todos eles relevantes sendo que a sua soma acumulada (subidas + descidas) ultrapassa os 5.000 metros ao longo de pouco mais de 30 km.
Para quem não tenha alguma preparação será melhor dividir em duas etapas e dormir a meio. Para quem quiser tentar a volta de única vez fique com a ideia de que é possível abortar em vários sítios já que se passa em varias aldeias e cruza-se em alguns locais estradas.
Nós iniciamos a caminhada na capela de Póvoas das Leiras (mas será possível iniciar noutra aldeia de forma a ajustar o local de dormida), localizada no cruzamento um pouco acima desta. Daqui seguimos o chamado, e conhecido, "Caminho do Incas" que desce até a Covelo do Paivô. Aqui não chegamos a entrar na aldeia seguindo por um caminho logo à esquerda após atravessarmos o rio. 


Esta parte do percurso tem umas óptimas vista para o vale e liga Covelo Paivô a Regoufe. Em Regoufe, e após passarmos a ribeira, iniciamos a primeira subida pelo esporão que existe entre esta e o Ribeiro de Regoufe até atingirmos a estrada. Seguimos esta durante um bocado para numa curva mais pronunciada à direita fazer um desvio para a esquerda em direcção a Covas do Monte. Aqui encontramos a primeira descida mais pronunciada.
Chegando ao fundo do vale, após atravessar o rio e antes de entrar na povoação propriamente dita viramos à direita em direcção ao profundo e evidente vale. Mais uma subida até atingirmos a estrada. Ao chegarmos a esta viramos novamente à direita e seguimo-la quase até atingir o Portal do Inferno, marcado colo com vista para Covas do Monte. Neste local saímos da estrada pelo seu lado esquerdo e entramos na parte do caminho mais complicada. Daqui e até ao rio o caminho está coberto de giestas e temos que o "procurar". Chegados ao rio, atravessamos, e do lado contrário já está limpo graças a incêndio do ano passado (2010). O caminho agora segue o rio, umas vezes do lado direito, outras do esquerdo, até chegar a Drave.
Para quem dividir o percurso em dois dias aqui é um dos bons sítios para ficar a dormir. Quando chegamos capela de Drave virámos à direita para atravessar o rio e seguir um caminho a meia encosta. Este é mais um dos caminhos que ligava as aldeias e também é muito agradável. Seguimo-lo até chegar a um local em que o terreno faz um esporão até ao rio Paivô. Aqui, em vez de continuarmos a meia encosta, descemos para o rio até encontrar uma pequena ínsula, uns abrigos para o gado e uns campos cultivados. O terreno aqui é agreste e bastante pedregoso. Ao chegar ao rio vamos atravessá-lo no local onde ela faz a curva mais pronunciada. Do outro lado encontraremos o inicio do caminho que nos leva, através do esporão, à última, mais longa e dura subida do percurso. Inicialmente não é muito evidente mas se seguirmos a aresta do esporão acabamos por o encontrar.
Agora só o temos que seguir até atingirmos o topo. Quase no final ele vira um pouco à esquerda e contorna as ultimas zonas rochosas. Conforme vamos subindo vamos aproximar-nos das torres eólicas que existem no planalto. Aí encontramos a estrada que as liga e que seguiremos novamente para a direita. Estamos no Alto da Cota. Em determinada altura encontramos um caminho muito pouco marcado à direita e que desce até encontrarmos os carros.


 

 

 

 

 

FOTOS DO PERCURSO

PERCURSO NO MAPA

MAPA EM 3D

PERFIL DE ALTITUDES

GPS OZI

TEXTO EM PDF

 

 

Horário

15h00 total

Extensão

31 km

Desnivel Acumulado

Positivo - 2970 mts

Negativo - 3070 mts

Carta

Cartas militares nº 155+156

Mapa GPS OZI

Não

Dificuldade MIDE

 

midedifsimbolo