SERRA GERÊS [leonte – borrageiro invernal]

No dia 10 Dezembro 2006, e após saber que no dia anterior tinha nevado, partimos em direcção ao Gerês com o objectivo de fazermos uma pequena marcha. As previsões eram boas pelo que a perspectiva de vermos a serra completamente cheia de neve era grande.

Como para o Mex era a primeira aventura na neve resolvemos fazer a marcha numa de “vamos indo, vamos vendo” conforme ele se fosse adaptando.

SERRA GERÊS [travessia cela-lamas de mouro]

Deverão existir inúmeras formas de atravessar o Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Nós acabamos por optar por fazer uma travessia sul-norte / este-oeste cruzando desta forma o parque numa diagonal ascendente. A ideia original era uma saída de Pitões das Junias. No entanto um dia inteiro de chuva causou-nos um atraso que achamos difícil de recuperar nos restantes dias disponíveis sem que isso nos causasse alguns problemas logísticos. Optamos por sair de Sela, junto à barragem de Paradela, levando tudo o que achavamos necessário para os dias seguintes às costas.

SERRA GERÊS [Fafião – Lagoa do Marinho – Borrageiro II – Prado da Messe – Prado do Conho – Prado das Rocas – Coução – Ponte de Fafião – Fafião]

Já algum tempo que tinha ideia desta volta. Uma volta comprida, em que pode-se ver um dos grandes vales da Serra do Gerês: o vale do rio Fafião. Depois de ter efectuado partes do caminho ao longo dos anos faltava um bonito esporão que inicia em Fafião e, como uma espinha dorsal, se prolonga bem até ao interior da serra, passando pela Lagoa do Marinho, Borrageiro II e Minas do Borrageiro para ir morrer na cumeada do rio Homem. Ao longo de todo este percurso existem pelo menos dois Fojos dos lobos, ambos bastante danificados, o que contrasta com o que existe bem perto da aldeia de Fafião.

Picos da Europa [Agulha de Bustamante – Via normal]

A agulha de Bustamante foi a primeira via que escalei no Picos da Europa, durante a primeira vez que viajei até lá no longínquo ano de 1989. O meu cordada era o David Moutinho e estávamos no inicio de quinze dias de escalada. Tal como na altura acho que é uma boa via para ver como é a escalada nos picos: aérea, vertical e quase sempre com uma vista óptima.

A agulha situa-se na grande muralha que vai entre a Torre dos Horcados Rojos e os Picos de Sta. Ana.

Picos da Europa [naranjo de bulnes – via cepeda]

A via Cepeda é de certeza a via de escalada mais clássica da face este. Os três primeiros lances (max.IV) são comuns com a via Schulze até alcançar o cimo do enorme bloco de rocha em forma a de Y. Daqui seguimos pelos que poderão ser os lances mais bonitos da via. Depois de passar por uma zona de placa e encontramos um diedro sobre a esquerda no cimo dos quais encontramos uma grande terraça (dois lances max. V). Seguimos com tendência para esquerda sobre outra terraça. No cimo da segunda encontramos um nicho e, seguindo uns diedros, subimos até encontrar um sub-prumo que parece bloquear a continuação (três lances max. IV).