S.MACÁRIO [Póvoa Leiras-Covelo Paivô-Covas Monte-Drave-Póvoa Leiras]

29 Dezembro, 2017 at 23:25

Conheci este percurso por intermédio do Pedro Guedes, da Espaços Naturais, durante uma actividade de preparação para os Alpes onde foi como monitor.

O percurso é bastante duro se realizado num único dia, como nós o fizemos (no nosso caso foi mais numa única noite). Os desníveis são vários e todos eles relevantes sendo que a sua soma acumulada (subidas + descidas) ultrapassa os 5.000 metros ao longo de pouco mais de 30 km.
Para quem não tenha alguma preparação será melhor dividir em duas etapas e dormir a meio. Para quem quiser tentar a volta de única vez fique com a ideia de que é possível abortar em vários sítios já que se passa em varias aldeias e cruza-se em alguns locais estradas.
Nós iniciamos a caminhada na capela de Póvoas das Leiras (mas será possível iniciar noutra aldeia de forma a ajustar o local de dormida), localizada no cruzamento um pouco acima desta. Daqui seguimos o chamado, e conhecido, “Caminho do Incas” que desce até a Covelo do Paivô. Aqui não chegamos a entrar na aldeia seguindo por um caminho logo à esquerda após atravessarmos o rio.

Esta parte do percurso tem umas óptimas vista para o vale e liga Covelo Paivô a Regoufe. Em Regoufe, e após passarmos a ribeira, iniciamos a primeira subida pelo esporão que existe entre esta e o Ribeiro de Regoufe até atingirmos a estrada. Seguimos esta durante um bocado para numa curva mais pronunciada à direita fazer um desvio para a esquerda em direcção a Covas do Monte. Aqui encontramos a primeira descida mais pronunciada.
Chegando ao fundo do vale, após atravessar o rio e antes de entrar na povoação propriamente dita viramos à direita em direcção ao profundo e evidente vale. Mais uma subida até atingirmos a estrada. Ao chegarmos a esta viramos novamente à direita e seguimo-la quase até atingir o Portal do Inferno, marcado colo com vista para Covas do Monte. Neste local saímos da estrada pelo seu lado esquerdo e entramos na parte do caminho mais complicada. Daqui e até ao rio o caminho está coberto de giestas e temos que o “procurar”. Chegados ao rio, atravessamos, e do lado contrário já está limpo graças a incêndio do ano passado (2010). O caminho agora segue o rio, umas vezes do lado direito, outras do esquerdo, até chegar a Drave.
Para quem dividir o percurso em dois dias aqui é um dos bons sítios para ficar a dormir. Quando chegamos capela de Drave virámos à direita para atravessar o rio e seguir um caminho a meia encosta. Este é mais um dos caminhos que ligava as aldeias e também é muito agradável. Seguimo-lo até chegar a um local em que o terreno faz um esporão até ao rio Paivô. Aqui, em vez de continuarmos a meia encosta, descemos para o rio até encontrar uma pequena ínsula, uns abrigos para o gado e uns campos cultivados. O terreno aqui é agreste e bastante pedregoso. Ao chegar ao rio vamos atravessá-lo no local onde ela faz a curva mais pronunciada. Do outro lado encontraremos o inicio do caminho que nos leva, através do esporão, à última, mais longa e dura subida do percurso. Inicialmente não é muito evidente mas se seguirmos a aresta do esporão acabamos por o encontrar.
Agora só o temos que seguir até atingirmos o topo. Quase no final ele vira um pouco à esquerda e contorna as ultimas zonas rochosas. Conforme vamos subindo vamos aproximar-nos das torres eólicas que existem no planalto. Aí encontramos a estrada que as liga e que seguiremos novamente para a direita. Estamos no Alto da Cota. Em determinada altura encontramos um caminho muito pouco marcado à direita e que desce até encontrarmos os carros.


Descrição Mapa 3D Mapa GPS

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