TOUR RONDE [face norte]


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A Tour Ronde é um excelente miradouro para todo o maciço do Monte Branco. Do seu cimo vemos desde Aresta da Brenva até ao Monte Branco do Tacul passando por cimos como o Grand Capucin ou, no lado contrário, o Dent do Geant e a Aresta de Rochefort seguido pelas Grandes Jorasses.
Este cimo tem vários corredores interessantes por onde podemos subir mas a sua face norte, bem identificável de longe, é sempre impressionante. Mais se imaginarmos que a primeira ascensão por esta face foi efectuada por guia, em 1886, a talhar degraus, com um piolet de 1m50, enquanto levava um cliente, e após no dia anterior aberto a via até meio e descido! Outros tempos…

Em outros anos, era possível fazer esta face norte em pleno Agosto. Agora, infelizmente, existem anos em que Maio/Junho já não existem condições. A sofrer enormemente com a perda do permafrost, tem ocorrido na Tour Ronde frequentes quedas de pedras não sendo aconselhável a sua subida durante os meses de verão. Foi o primeiro cume do maciço do Monte Branco a ser analisado e controlado através da medição por lazer num projecto de controlo da evolução do permafrost em alta montanha.

AGULHA DO MIDI [mallory-porter + variante cecchinel]


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A Agulha do Midi, e em especial a sua face norte, domina a vista desde Chamonix. Em conjunto com o seu teleférico não há ninguém que não conheça esta agulha.

São várias as vias nesta face, algumas bastante conhecidas como é caso do Esporão Frendo. Numa ida aos Alpes durante a primavera aproveitamos a época e as condições para fazer a via Mallory-Porter que percorre esta face em vertical com a agulha do Midi. Esta é uma via, assim como muitas desta face, só tem condições na primavera ou muito no inicio do verão, senão for um ano seco, já que se trata de uma via essencialmente de neve e estar localizada a uma altitude relativamente baixa.

Aberta em 1919 foi sofrendo “correcções” em algumas zonas (essencialmente para seguir pelas zonas de neve) até se tornar na linha existente hoje em homenagem aos seus primeiros escaladores. É uma via relativamente acessível onde os 1500 metros de desnível são uma das maiores dificuldades. Dado ter do teleférico tão próximo o acesso é bastante curto, e em cerca de 1h a 2h podemos estar na base da via. É uma via bastante directa e que liga vários campos de neve cortados por bandas de rocha. Em média encontramos pendentes entre os 45 e os 60º epassagens de IV+ nas zonas de rocha. Em algumas partes da via, e segundo as condições, é possível progredir em cordada em movimento colocando pontos intermédios.

BOLIVIA [acotango – aresta norte]


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Em 2019, dentro da actividade de comemoração do 75 anos do Clube Nacional Montanhismo, realizei uma viagem à Bolívia com o objectivo de subir alguns cumes da zona do Parque de Sajama.

O Acotango é um 6000 situado na Cordilheira Ocidental, na fronteira com o Chile, e próximo do colo de passagem de Tambo Quemado, principal fronteira com o Chile desta zona. Em conjunto com o Humarata (5730 m) e o Capurata (5990 m) formam o maciço Quimsachatas que em Aymara quer dizer “Três Gémeos”. É um 6000 acessível, mas longo, e relativamente frequentado. Na sua base situam-se uma serie de minas onde até há poucos anos se fazia a extracção de minérios. Isto fez que durante bastante tempo, mesmo depois das minas deixarem de ser exploradas, os seus guardas não deixassem passar o que impedia a ascensão a este cume.

BOLIVIA [parinacota – face norte]


Croqui GPS

Em 2019, dentro da actividade de comemoração do 75 anos do Clube Nacional Montanhismo, realizei uma viagem à Bolívia com o objectivo de subir alguns cumes da zona do Parque de Sajama.

PICO ESPIGUETE [aresta este]


Croqui GPS

A via da aresta este é talvez o percurso mais repetido desta montanha. Com um inicio “quase” do carro começamos a subir ao Espiguete de imediato dando a sensação de uma via mais curta. É uma via bastante segura quando as condições de neve nas outras faces não permitem a subida ou são duvidosas. Nestes casos é aconselhável subir e descer pelo mesmo caminho apesar de esta via não ser a mais recomendável para descer o Espiguete.

Aproximação: praticamente não existe. Saímos do estacionamento e pouco depois desviamo-nos para o inicio do evidente esporão à nossa esquerda.

Via: no inicio a aresta é larga e com varias possibilidades de entrada. Mantemos a subida até alcançarmos a zona mais estreita e por vezes bastante aérea e com grande ambiente.