PICO ALMANZOR [norte clássica]
A via Norte Clássica do Pico Almanzor é, talvez, um dos percursos mais míticos da Serra de Gredos.
Situado no circo do mesmo nome, o Pico Almanzor (ou Plaza del Moro Almanzor, como também é conhecido) é o cume mais alto desta serra e do sistema montanhoso central – com 2592m – e é relativamente próximo de Madrid. Escalado pela primeira vez em setembro de 1899 por M. González de Amezúa y José Ibrián Espada (apesar o pastor que os acompanhou indicou que já teria estado anteriormente neste cimo). A primeira ascensão invernal foi realizada em 1903 por Ontañon y Abricarro.
O circo de Gredos é conhecido por manter-se em boas condições mesmo quando à sua volta existe pouca neve. Com aquecimento global é cada vez mais difícil encontrarmos uma das coisas que mais caracterizava este local: as cascatas de gelo. Sendo que algumas há vários anos que não se formam.
Mas isto não impede (para já) que não possamos encontrar outras vias em perfeitas condições, como é o caso da Norte Clássica.
Esta travessia está situada no maciço do Monte Branco perto de Chamonix. Dada a curta aproximação e rápida possibilidade de retirada é uma excelente opção para aclimatar ou em dias com a previsão incerta ou menos boa. É uma boa actividade para juntar com a aresta das Cosmiques (sempre que não exista muita gente na aresta, algo difícil nos últimos anos!!).
A Punta Escarra é uma estética e chamativa montanha com um formato piramidal que se destaca das montanhas mais próximas que a rodeiam.
A Diagonal Jean Arlaud é uma interessante via no maciço Maladeto / Aneto. Mais ainda se pensarmos que foi feita pela primeira vez nos anos 30 do século passado, quando ainda não existiam refúgios nem estradas de acesso! Esta via foi aberta pelo médico francês Jean Arlaud (1896-1938), grande apaixonado pelos Pireneus onde deixou a sua assinatura em várias fantásticas linhas. Foi também participante da primeira expedição francesa ao Himalaia em 1936, onde participou como médico. Durante esta expedição foi filmado o filme
A via “Juego de Lagrimas” é uma clássica relativamente “recente” em comparação com as restantes. É uma via curta, sem muitas complicações, que permite aproveitar um dia incerto (desde que se conheça a zona claro!) ou para disfrutar da actividade sem ter que enfrentar muita dificuldade. Isso não quer dizer que não haja risco. Foi precisamente neste corredor que uma pedra caída pelo arrastar da corda, e que acertou no joelho do parceiro que não teve a mínima hipótese de se desviar, e que nos transformou uma actividade rápida numa longa (e dolorosa para quem apanhou com o bloco) descida até Torrebarrio. Apesar de ser uma actividade “acessível” convém não esquecer que sair do carro, fazer a aproximação à cara noroeste, realizar a via e fazer toda a descida não propriamente a mesma coisa do que subir pela via normal pelo que alguma experiência em vias menos duras é de todo aconselhável.



