LE CLOCHER DU BREVENT [crakoukass]


       

Em cada uma das laterais do vale de Chamonix há sempre alguma coisa para se escalar. Maior ou menor, mais difícil ou mais simples não faltam opções, muitas delas sem qualquer esforço na aproximação. Isso é o que se passa com esta via.
Na zona das Aiguilles Rouges, entre a estação superior e inferior do Brevent, zona do Index, etc., existem uma série de paredes e vias optimas para aproveitar uma parte do dia ou naquelas alturas em que a incerteza das previsões meteorológicas não nos permite maiores aventuras.
Se juntarmos uma aproximação muito curta, à semelhança de outras similares como a Samone ou Frison-Roche, a Crakoukass tornou-se uma clássica bastante procurada. Além destas vias encontramos na zona outras linhas similares também bastante interessantes.
A Crakoukass está completamente equipada o que facilita mais o interesse existente por ela.

 

APROXIMAÇÃO 

Podemos chegar à base da via quer descendo da estação superior do teleférico do Brevent quer subindo da estação intermedia. A mais fácil (mas mais cara porque temos que comprar o bilhete até ao cimo) é subir no teleférico até à estação mais alta do Brevent para depois descer o estradão que liga esta estação com a intermédia até encontrarmos a parede sobre a nossa esquerda (25 minutos). A via começa uns 50 metros da beira do estradão. Se não queremos ir até à última estação, podemos sair na intermédia e fazer o percurso inverso subindo pelo estradão até ao início da via.

VIA 

L1 (5a ou 5c 30m) – Existem duas possibilidades na entrada. Pela esquerda do pilar seguindo uma serie de fissuras (5a). Ou pela direita por uma placa seguindo rebordos que exigem mais força (5c). Ambos vão dar a uma reunião numa pequena plataforma na base de um diedro.

L2 (5a 30m) – Seguir pelo diedro para depois seguir a aresta até à reunião.

 

L3 (5a 20m) – Escalar a chaminé à esquerda da reunião para de seguida subir ao cimo do pináculo. Do cimo deste é necessário descer para reunião seguinte. Na maior parte dos croquis indicam para fazer a reunião no cimo deste. De qualquer forma penso que seja melhor efectuar a manobra de outra forma, que foi a que usamos. Assim, ao chegar ao cimo, autoseguramo-nos aos pontos existentes e puxamos a corda para fazer um nó nesta e segurá-la à reunião de forma que não nos fuja das mãos. Desencordamo-nos, passamos a corda no maillon existente para rapelar e voltamos a encordamo-nos. De seguida puxamos a corda necessária para fazer o rappel (8 m)e descemos até à base do pináculo onde há a reunião tendo o cuidado de alertar o segundo de cordada que dê corda de forma a podermos fazer todo o rappel. Da reunião podemos fazer segurança para o segundo até ele chegar ao cimo do pináculo. Agora só temos que o descer, já que a corda está passada no maillon, sem ele precisar de rapelar ou montar rappel.
Também é possível evitar a subida ao pináculo atravessando a chaminé e contornando-o.

L4 (5b 20m) – Continuamos pelo diedro por cima da reunião para depois seguir por um pequeno esporão até encontrar a reunião no cimo do mesmo.

L5 (5c ou 6b/A0 20m) – Aqui temos duas opções. A linha principal segue um muro mais vertical, com um passo mais duro seguindo por outro mais técnico, que leva de forma directa até à reunião. Depois do muro do lance anterior temos uma pequena travessia até à reunião do rappel (4b).
A segunda opção contorna o muro pela esquerda seguindo um passo mais aéreo, mas mais acessível, que continua por um pequeno diedro até a um terreno mais fácil. Aqui atravessamos para a esquerda até alcançarmos a reunião que nos servirá para rappelar (20m) a seguir.
Depois de fazermos o rappel seguimos para o seguinte lance trepando uns 100m para direita por entre grandes blocos até à base de um grande gendarme.

 

L6 (5b 30m) – Na base do lado esquerdo do gendarme encontramos um parabolt que nos ajuda a manter seguros na base. Este lance segue uma placa numa travessia delicada para depois seguir um muro de fissuras até à linha da aresta.

L7 (5a 30m) – Continuamos em travessia para a direita através de umas placas com fissuras que continuam até ao cimo.
Deste cume destrepamos em direcção à brecha entre este gendarme e o que existe à esquerda para onde seguimos a seguir. Da brecha destrepamos por um canal delicado e vertical até à base do seguinte gendarme.

L8 (5b 35m) – Seguimos umas placas que nos dão acesso a umas fissuras e diedros que nos deixam no cume

 

DESCIDA  – Para descer destrepamos uns blocos fáceis que em continuação vão até à Brèche du Brévent. Aqui podemos subir o caminho à direita até à estação superior do Brévent ou então continuar a descer o mesmo caminho, passar novamente na proximidade da base da via, e seguir até à estação intermédia.

(© Fotos dos participantes)

Info

Acesso – Teleférico du Brevent

Água é necessário levar água pois não existe abastecimento e nas estações do teleférico não é barata

Rocha Gneiss compacto, boa aderência e boas fissuras

Orientação a parede está virada a Este e recebe muito sol

Previsão Meteorológica