SERRA GERÊS [trilho outeiro + trilho fojo da portela fairra]


       

Chamar a este percurso um “trilho” é forçar muito qualquer conceito de trilho. Apesar da zona onde vamos passar ser interessante e com pouco transito, não é mais que uma ligação forçada entre a antiga Porta de entrada do parque de Outeiro e o início do trilho da Portela da Fairra seguindo a estrada. Até poderia valer a pena passar uma vez pela estrada, mas ir e vir por alcatrão é como o dito diz “quer e não ter”.
Isto também se nota com a marcação de mais um trilho onde “existem” quatro marcados (GR50, Trilho Outeiro, Trilho da Portela da Fairra, Trilho Miradouros), numa área de pouco mais de três por dois km. Isto porque, entretanto, o Trilho da Paradela (que contornava a barragem) foi “desativado”. Senão teríamos cinco trilhos. Com tanta área disponível e interessante, como é esta zona, é uma pena o desperdício.

 

PERCURSO


Mas falando especificamente do Trilho de Outeiro este inicia, como tinha mencionado, na Porta de Outeiro para seguir a estrada que passa por cima da barragem até ao centro de Paradela. Daqui continua, também por estrada, até Outeiro.
Continuamos pela estrada que liga esta a Parada de Outeiro para, mais ou menos a meio das duas povoações, sair à esquerda por um caminho que nos leva ao centro de Parada de Outeiro por um trilho rural.
A partir daqui entramos no percurso que coincide com o Trilho da Portela da Fairra. Este trilho está marcado, mas existem algumas falhas, pelo que é recomendada alguma atenção. Seguimos por um estradão rural que passa nas proximidades do Alto das Picotas, do Alto da Mulher Calça e do Alto do Padreiro. Será por estes estradões que basicamente segue quase todo o trilho. A parte até à Portela da Fairra é um pouco monótono, mas não deixa de ser interessante.

SERRA GERÊS [trilho da vezeira]


       

O trilho da Vezeira é talvez o trilho mais longo dos “marcados” na Serra do Gerês e com a duração de um único dia. E talvez o mais duro. E por marcado refiro-me aos percursos marcados, divulgados e criados por uma entidade, e que constem na listagem dos percursos do ICNF (isto apesar de sabermos que a mesma está longe de abranger todos os trilhos possíveis…).
Este trilho de grande relacionamento com o pastoreio na serra e a pratica, ainda actual, da transumância do gado pelas populações que vivem na área do PNPG.
Apesar de mencionar que se trata de um trilho marcado, estas marcações são feitas pelas mariolas (pilhas de rochas que se destacam no ambiente) usadas pelos pastores para marcar os trilhos habitualmente usados no seu trabalho de pastoreio. Não existem neste trilho quaisquer marcas pintadas como é hábito em outros trilhos existentes nesta área. Por esse motivo a orientação e à-vontade a percorrer trilhos de montanha é essencial para que não nos percamos a seguir este percurso. Trazer mapa, bússola e GPS faz todo o sentido para este trilho.
Este trilho entra bem no interior da serra formando uma espécie de U com início e fim no mesmo local. É possível em vários locais reduzir o tamanho do mesmo atravessando para apanhar a parte que faz o regresso reduzindo o tamanho das pernas do U.

SERRA DO GERÊS [pr1 trilho do pão e do azeite]


      

O trilho do Pão e do Azeite segue parte de percursos que circundam a povoação de Fafião (também conhecida pela aldeia de lobos) ligando alguns deles com variantes. Este trilho foi criado em parceria entre a associação da Vezeira e o conselho de Baldios de Fafião.
Apesar de ser um trilho circular é possível dividi-lo em duas partes pois na sua parte central o trilho quase se “toca” dentro de Fafião. Na parte baixa – os primeiros 6 kms se o fizermos no sentido dos ponteiros do relógio – o trilho segue entre Fafião, o rio Fafião e o rio Conho. Na segunda parte – os seguintes 8 kms – subimos à Roca do Touro para a seguir voltarmos a descer e nos aproximar-nos do rio Cávado para na continuação regressarmos à povoação. Esta segunda parte, entre o alto da Roca do Touro e Fafião, estava (em 2024) algo fechada sendo necessário alguma atenção para não perder o trilho.

 

SERRA GERÊS [trilho da construção popular]

O trilho da Construção Popular é mais um dos que utiliza os caminhos rurais de Fafião.

Com início nesta povoação este trilho não tem, neste momento (Set.2019), qualquer placar de inicio nem se encontra marcado com os sinais convencionais de PR. No entanto encontramos  mariolas o que nos vai indicando o caminho de forma mais ou menos uniforme.

SERRA GERÊS [PR7 Trilho S.Bento]

Este trilho, que já esteve marcado com outro percurso, percorre as encostas sobranceiras aos edifícios de S. Bento da Porta Aberta. O trilho inicia um pouco acima da zona central, frente ao restaurante Mira Serra, sendo que em Abril 2019, altura em que o percorremos, não existia qualquer placa que marque o seu inicio. O trilho estava relativamente bem marcado com algumas falhas pontuais onde é preciso ter atenção, mas nada de gritante. Um de esses sítios é o início da descida depois de alcançarmos o ponto mais alto do trilho, no cimo do Monte de Parada.