SERRA GERÊS [trilho da vezeira]
O trilho da Vezeira é talvez o trilho mais longo dos “marcados” na Serra do Gerês e com a duração de um único dia. E talvez o mais duro. E por marcado refiro-me aos percursos marcados, divulgados e criados por uma entidade, e que constem na listagem dos percursos do ICNF (isto apesar de sabermos que a mesma está longe de abranger todos os trilhos possíveis…).
Este trilho de grande relacionamento com o pastoreio na serra e a pratica, ainda actual, da transumância do gado pelas populações que vivem na área do PNPG.
Apesar de mencionar que se trata de um trilho marcado, estas marcações são feitas pelas mariolas (pilhas de rochas que se destacam no ambiente) usadas pelos pastores para marcar os trilhos habitualmente usados no seu trabalho de pastoreio. Não existem neste trilho quaisquer marcas pintadas como é hábito em outros trilhos existentes nesta área. Por esse motivo a orientação e à-vontade a percorrer trilhos de montanha é essencial para que não nos percamos a seguir este percurso. Trazer mapa, bússola e GPS faz todo o sentido para este trilho.
Este trilho entra bem no interior da serra formando uma espécie de U com início e fim no mesmo local. É possível em vários locais reduzir o tamanho do mesmo atravessando para apanhar a parte que faz o regresso reduzindo o tamanho das pernas do U.
PERCURSO
Este trilho começa e acaba na povoação de Fafião. O habitual é realizá-lo no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio pelo que vamos sair pelo caminho que saia pela zona mais alta de Fafião em direcção à serra. Acompanhando o rio Fafião por alto seguimos os estradões em direcção à cabana do Vidoal. Aqui acaba o estradão e inicia o caminho com mariolas. Ao fim de umas centenas de metros o caminho inicia a lenta descida em direcção à barragem do Porto da Lage. Esta parte do caminho tem algumas zonas mais técnicas onde por vezes o caminho quase desaparece. Na zona mais baixa o trilho torna-se mais regular.
No Porto Lage, e após passarmos a ponte do estradão viramos à esquerda para subir o rio da Touça em direcção à cabana da Touça. Atravessamos as duas linhas de água (Rio Laço e a Corga do Salgueiro) que descem de oeste, para continuarmos a acompanhar o rio Touça, mas agora por um caminho que vai ascendendo pela esquerda do rio de forma a passar por cima uma grande zona de lajes de rocha. Após passarmos duas portas que limitam a passagem do gado o caminho desce rapidamente em direcção ao rio. Estamos na zona das Sombrosas, local onde o caminho se “perde” por entre os blocos e os grandes arbustos. Aqui é necessária alguma atenção de forma a não nos afastarmos do trilho que sobe para a cabana das Fichinhas. Nesta zona é mais limpa e já se advinha a subida para a Rocalva. No cimo desta o mato regressa e o caminho volta a fechar e a ser mais difícil de seguir. Necessária atenção de forma a não falharmos o vale que nos dá acesso à Meda da Rocalva e ao seu prado. Desde a cabana das Fichinhas até aqui a presença de nevoeiro, ou as más condições atmosféricas, influenciam enormemente a leitura do caminho.
Na Rocalva encontramos uma fonte de água fiável quase todo o ano. Saímos deste prado em direcção a sul com uma ligeira tendência para a esquerda de forma ir de encontro ao prado e cabana do Vidoirinho, onde encontramos outra fonte muito fiável mesmo no verão. Um pouco mais à frente passamos pelo estreito, um local de cruzamento de vários trilhos e uma paisagem excelente. Nós seguimos em frente pelo trilho e continua pela cumeada e que vai alargando conforme vai ganhando inclinação para sul.
Quando ele começa a empinar mais encontramos a característica cabana de Prado Lã, e mais à frente o abrigo de Pousada. O caminho torna-se mais técnico e duro na descida até chegar a Chã de Touro e ao estradão. Mais abaixo encontramos a fonte de Salgueiro, local de onde parte a vezeira com o gado. Um pouco mais à frente saímos do estradão seguindo um caminho em direcção à ponte da Pigarreira e às lagoas de Fafião.
Na ponte encontramos a estrada asfaltada que liga Ermida a Fafião e que subimos até chegar novamente a esta última.
Estamos novamente no início do percurso.
Dormida – na zona existem alguns alojamentos entre as povoações de Ermida, Fafião e Cabril. Em Ermida ainda é possível ficar no parque de campismo da Ermida.
Informação adicional – informações adicionais sobre a vezeira no site da Associação da Vezeira
Previsão Meteorológica





